Será que a resposta para o surgimento da vida está nos cometas?

Publicado por: Em: 26/08/2014

Um dos maiores paradigmas que a comunidade científica tenta provar desde os primórdios é o surgimento do universo. Até os dias atuais não foi possível afirmar nada sobre o assunto, mas surgiram diversas teorias para tentar comprovar.
A teoria mais aceita pelos cientistas atualmente, é chamada de “Big Bang”. De acordo com estudos e observações, o universo tem aproximadamente 13,7 Bilhões de anos, e os cientistas acreditam que no início o universo era uma concentração muito alta de massa, com uma energia muito grande (volume zero, densidade infinita e temperatura muito elevada). Ao contrário do seu nome, o big bang não é uma explosão, o conceito mais correto é o de expansão.

Acredita-se que a 13,7 bilhões de anos atrás o universo, em questões de segundos, se expandiu (e continua se expandindo) muito rapidamente, diminuindo sua temperatura e espalhando massa para todos os lados, resultando nas quatro forças básicas do universo: eletromagnetismo, interação nuclear forte, interação nuclear fraca, gravidade.
Durante todo esse tempo fenômenos foram acontecendo no espaço, sendo que aproximadamente 4,6 Bilhões de anos atrás uma nuvem de poeira e gelo, formada pelas explosões de estralas, aglutinou-se e tornou-se um disco quente que deu origem ao Sol e aos planetas. Nas bordas deste disco sobras do material original aglutinaram-se e formaram cometas.

Até o século XX as pessoas temiam por cometas, porém essa visão começou a mudar quando o cometa Halley, em 1985 na sua passagem nas proximidades da terra, foi estudado com sucesso por uma sonda, a Giotto, enviada pela ESA (Agência Espacial Europeia).
Este estudo mostrou que o cometa tinha um formato de amendoim, com raio de 15km e tinha em seu lado voltado para o Sol três locais e onde eram expelidas para o espaço, a cada segundo, várias toneladas de vapor d’água misturado com monóxido de carbono e matéria orgânica.
Os resultados desse estudo estimularam a ESA e NASA (Agência espacial norte-americana) a criarem projetos juntas nesse sentido para reduzir custos. A NASA criou então o projeto Comet Rendezvous Asteroid Flyby(Craf) e a ESA, o Comet Nucleus Sample Return (CNSR). As duas missões iriam juntas para o espaço pela Mariner Mark II em 1992, porém cortes orçamentários fariam a NASA cancelar seu projeto.
A ESA não desistiu e em 2004 lançou sua sonda, a Rosetta, em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasi-Menko. Um trabalho árduo para que fosse possível colocar a sonda na orbita do cometa, visto que durante a viagem, em uma orbita circular em torno do sol, a sonda passou três vezes pela terra, uma por marte e estudou dois outros asteroides, até ir em direção ao cometa. Em 2010, indo em direção ao cometa, a sonda foi colocada pra dormir e em janeiro deste ano foi recordada em um procedimento “cauteloso e tortuoso” – segundo os cientistas.

Em 2 julho de 2014 a sonda estava com 94% da condição necessária para entrar na órbita do cometa, e em 6 de agosto obteve sucesso. O projeto é um dos mais importantes para a comunidade cientifica, visto que os cientistas acreditam que o cometa pode conter informações importantes que ajudarão a encontrar a resposta para o surgimento da vida, do sistema solar e até mesmo do universo.
Durante os próximos 16 meses, além de estudar o cometa de longe, a sonda Rosetta fará a sua principal missão em novembro, quando enviará um módulo que pousará na superfície do astro e durante três semanas transmitirá informações para a sonda, possivelmente comprovando a teoria de que a água da terra e até mesmo os seres vivos nasceram do choque da terra com cometas.

http://sci.esa.int/where_is_rosetta/ – Esse link é curiosidade, ele mostra o trajeto da sonda desde quando foi lançada até hoje!

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