Nanosensores podem detectar odores do Melanoma

Publicado por: Em: 21/08/2014

Melanoma é um tipo mais mortal do câncer de pele, um dos sintomas é a descoloração do tecido. Um método utilizado para a detecção é a inspeção visual da pele, entretanto, esse método pode negligenciar alguns sintomas. Ao invés de apenas olhar para o melanoma, por que não procurá-lo pelo cheiro?

O membro da IEEE A.T. Charlie Johnson, um físico professor da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, e sua equipe de pesquisa desenvolveram um nanosensor revestido de DNA sensível ao odor das células humanas cancerígenas. O equipamento é chamado de nariz eletrônico e a equipe deve chegar a situações clínicas dentro dos próximos dois anos.De acordo com a organização mundial da saúde 65000 pessoas morrem a cada ano pela doença.

Com colaboração da Monell Center, um laboratório de pesquisa na Filadélfia focada nos sentidos de olfato e paladar, a equipe de Johnson’s tem a capacidade de identificar dimethyl sulfone, um composto orgânico volátil (VOC) específico para o melanoma. Este composto não pode ser percebido pelo sistema olfato humano.

Sistema animal

Uma crescente quantidade de pesquisas constatam que o odor pode ser usado para detectar vários tipos de doenças.  O estímulo para esse tipo de pesquisa tem sido o sistema olfato do cachorro.

Algumas raças tem a sensibilidade de serem pelo menos milhões de vezes mais sensíveis que os humanos. A biologia canina fornece o modelo para o nariz eletrônico. Os receptores de tal dispositivo são feitos com oligômeros única fita de DNA, ou complexos moleculares, revestido com uma grande quantidade de transistores de nanotubos de carbono. Esses transistores são colocados dentro de um instrumento que captura o valor do vapor lançado pela pele. O vapor interage com o DNA produzindo alterações elétricas nos trasistores que podem ser utilizados para verificar a quantidade de células cancerigineas.

 Essa reportagem foi retirada da revista The Institute IEEE, Nanotechnology It’s all around you, pode-se observar o estudo de nova técnica para a detecção de câncer de pele, uma forma muito inovadora através do odor que a célula cancerígena exala. São tecnologias assim que futuramente estarão auxiliando a medicina de forma a reduzir o número de mortes por esse tipo de câncer.

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